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Pois muito bem, o cachorro dela morreu

O cachorro dela morreu. Fui largamente criticada porque, enquanto todas diziam "mas tu fez tudo por ele", o que não era mentira, eu larguei que "e que que adianta fazer tudo se morreu?".
E pareceu frio, mas eu sabia muito bem a quem estava dirigindo essas palavras e que ela entenderia. E eu, que não sei lidar com a morte dos entes queridos dos outros, também sei que não tem consolo nenhum e que nada do que se diz adianta para muita coisa. Sendo assim, é melhor ficar quieto do que dizer coisas sem sentido.

É como no livro de Aviertchenko em que o personagem principal chega num velório e lá começa aquele festival de asneiras típico. Quando um gordo diz que o defunto "já chegou lá", o personagem arremata: "se ele já chegou lá ou não, isto ainda é uma incógnita. Mas ele não está ouvindo tudo o que nós temos que ouvir".

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