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Mostrando postagens de fevereiro, 2018

Pois muito bem, elas nunca estão felizes com nada

"Elas nunca estão felizes com nada!", uma frase que pode dar início a uma discussão quase infinita e que se aplica a quase tudo que caminha sobre a terra. Mas no caso deste texto em particular, trata de algumas colegas, as quais nunca estão felizes com nada e com coisa alguma.  Começa mais ou menos assim: "vou ajudar a fulana no que ela precisar", "vou fazer tal e tal coisa para beltrana para ajudar", "quero entrar no maior número de projetos  possível" e por aí vai, até que precise! Porque quando chega a hora de ajudar, de fazer e de realizar o projeto, as paredes ouvem mais do que o muro das lamentações. Ora isso não está bom, ora aquilo está desorganizado, ora "eu tenho que fazer tudo". E "fazer tudo" é o que mais se ouve, até de quem faz o mínimo possível. Vejamos, uma certa pessoa precisa: a) escrever o projeto - coisa que não é nenhum pouco fácil, já adianto, mas que é muito facilmente criticado por quem nu...

Pois muito bem, o cachorro dela morreu

O cachorro dela morreu. Fui largamente criticada porque, enquanto todas diziam "mas tu fez tudo por ele", o que não era mentira, eu larguei que "e que que adianta fazer tudo se morreu?". E pareceu frio, mas eu sabia muito bem a quem estava dirigindo essas palavras e que ela entenderia. E eu, que não sei lidar com a morte dos entes queridos dos outros, também sei que não tem consolo nenhum e que nada do que se diz adianta para muita coisa. Sendo assim, é melhor ficar quieto do que dizer coisas sem sentido. É como no livro de Aviertchenko em que o personagem principal chega num velório e lá começa aquele festival de asneiras típico. Quando um gordo diz que o defunto "já chegou lá", o personagem arremata: "se ele já chegou lá ou não, isto ainda é uma incógnita. Mas ele não está ouvindo tudo o que nós temos que ouvir".